Uma corrida de carros pelas vias romanas

Uma corrida de carros pelas vias romanas 2017-10-10T14:39:11+02:00

Para afirmar o prestígio de Roma e a unidade dos povos da península itálica, Júlio César aprova a organização de uma corrida aberta a todos os povos do Mundo Conhecido, a fim de mostrar de forma esplendorosa a excelência das vias romanas.

Aos organizadores do evento, César impõe uma condição sine qua non: a equipa romana tem IMPERATIVAMENTE de cortar a meta em primeiro lugar (ao que parece, naquela época o desporto, a política e o espetáculo já estavam intimamente ligados…)! Com o que César não contava era com a inscrição na corrida dos nossos dois campeões gauleses, que ameaçam deitar por terra os seus sonhos de grandeza…

Para Jean-Yves Ferri e Didier Conrad começa então o longo trabalho de criação das diversas equipas que se irão defrontar na corrida. Detenhamo-nos porém um instante no carro dos nossos dois heróis gauleses, magnificamente decorado com o símbolo gaulês por excelência: o galo. Um pormenor, e não despiciendo, salta imediatamente aos olhos: é o nosso amigo Obélix que é o auriga (o condutor do carro) da equipa gaulesa, cabendo a Astérix o papel de copiloto!

“Todas as personagens criadas pela dupla Goscinny-Uderzo possuem algo que as torna únicas. Astérix, Ideiafix, Matasétix, Falbala… A lista é longa! Mas eu partilho a opinião da maior parte dos leitores assíduos da saga: o meu preferido continua a ser aquela criança grande com um grande coração e um pouco roliça! Toda a gente adora o Obélix, e eu sou o primeiro da lista! Por isso achei que, neste novo álbum, era preciso prestar-lhe homenagem de forma um pouco mais enfática. E não me foi difícil convencer o Didier a apoiar a minha causa!”

Jean-Yves Ferri

“O Obélix não é tão simples como parece. É a personagem mais infantil da série, e por isso mesmo o mais suscetível de evoluir. Ao longo dos vários álbuns, as suas proporções variaram muito. Pareceu-nos lógico, tanto a mim como ao Jean-Yves, dar-lhe um papel mais importante do que o habitual. E, por isso, desta vez é o Obélix que dirige a corrida e a história.”

Didier Conrad

Nesta prancha, em que a corrida está no seu auge, os ânimos exaltam-se: o storyboard de Jean-Yves Ferri evoca os Hell’s Angels numa versão dos anos 50 a.C. e o copiloto do auriga romano exprime-se numa gíria reservada até agora na série aos optione e decuriões de segunda categoria. Estes aurigas são loucos!

Desenhada por Didier Conrad, esta prancha leva-nos a 100 à hora, com os heróis a dirigirem-se para o lado direito da página e a conduzirem-nos rumo ao desenrolar da aventura. À sua volta, os outros aurigas concorrentes, vindos de todo o Mundo Conhecido, são um a um apresentados através de expressões hilariantes.